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Diagnóstico

O PROBLEMA

O cérebro é banhado por um líquido especial chamado líquor. Este líquido é produzido dentro das cavidades naturais do encéfalo, chamadas ventrículos. A taxa de produção diária de líquor, num adulto saudável, é de aproximadamente 450 mL/24h. Este líquido é reabsorvido na mesma taxa de modo que o cérebro é constantemente lavado por dentro e por fora. Isto promove proteção mecânica, que funciona como um “bolsão de água” capaz de absorver impactos externos ao crânio, proteção neuroquímica, carreando toxinas e produtos do metabolismo cerebral e proteção biológica, por carregar células imunológicas capazes de defender o cérebro de micro-organismos patogênicos. Quando há alteração neste trânsito liquórico, seja pelo aparecimento de um tumor, AVC, meningite, trauma de crânio ou por causa desconhecida, este líquido é represado e causa a hidrocefalia. O cérebro passa a ser comprimido de dentro para fora, acarretando mau funcionamento e alterações neurológicas.

DIAGNÓSTICO

A HPN é caracterizada pela presença de um ou mais sintomas da tríade clínica clássica, ou síndrome de Hakim-Adams: alteração da marcha, incontinência urinária e problemas de memória.
Através de exames simples de imagem, como a tomografia de crânio e a ressonância magnética de encéfalo, é possível visualizar o cérebro e saber se há ou não a HPN.

Nesta situação, sendo comprovada a hidrocefalia e a tríade clínica, o indivíduo pode ser submetido a um tratamento neurocirúrgico específico e recuperar suas habilidades, voltando a ter uma vida normal.

Exames auxiliares podem ser realizados para predizer o sucesso da cirurgia. Os exames são: o TAP-TEST (retirada de 40 mL de liquor lombar), teste da infusão e o teste da drenagem lombar externa por 72 horas. Se o teste preditivo for positivo, a cirurgia está indicada.

 

TRATAMENTO

As opções cirúrgicas atuais são duas:

1) O implante de uma prótese (válvula de derivação ventriculoperitonial) que drena o excesso do líquor represado no cérebro para a cavidade abdominal. Veja ao lado.

2) A neuroendoscopia cerebral através de um procedimento chamado terceiro-ventriculostomia endoscópica (perfuração de uma “membrana” cerebral com melhora do tránsito liquórico). Veja ao lado.